Sep 18

 

Jovens Evangélicos

 

Sábado passado os Jovens da minha Igreja realizaram a segunda edição do “Fest’Jovem”, uma festa estratégica para ganhar o máximo de almas jovens para Jesus, por isso, tocamos todos os ritmos, Axé, Pagode, Reggae, Funk e tudo mais que você imaginar.

Quando pisei na Igreja, a vi toda transfigurada, o pessoal da ornamentação fez um ótimo trabalho, é sempre bom ter um pessoal específico para isso em sua Igreja, me vi realmente em um ambiente de diversão jovem, o que faz qualquer jovem se sentir confortável ali, assim como eu me senti, ótimo trabalho.

O tempo todo eu visualizava pessoas para começar a puxar conversa e tal, só que eu não conseguia, por que sempre eu tinha que ficar de olho em outra coisa, muitos jovens e muitas jovens também, dançando de forma nada convencional, sem o mínimo de respeito, mas o pior é que alguns são da minha Igreja. Os adolescentes da minha Igreja estão meio que perdidos, só pensam em “pegação” sendo que apoiamos o namoro na corte. Tive que deixar de me divertir e ganhar jovens pra ficar de olho nos outros.

Depois do apelo, que não deu em nada, pois que iria fazer a pregação seria o nosso Pastor, que não pode ir por motivos “intendíveis”, retomamos então a música. O impressionante disso tudo é que o povo se animava mais com os Funk’s que rolavam, incluindo os já evangélicos. Então eu subi na mesa de som e assumi o controle, se você pensa que eu coloquei rock ou música de adoração você se engana, coloquei mais Funk Gospel, começamos a dar prêmios para os que dançassem melhor, conseguimos almas assim.

É impressionante o poder da música nas pessoas, mas principalmente nos jovens. A identidade musical de cada um diz muito a respeito de sua personalidade, por isso eu coloquei Funk Gospel, afinal naquela comunidade carente que é o bairro Bela Vista, local onde minha Igreja fica (por enquanto) o que predomina é o Funk, por isso dei o que eles gostam, mas com um algo a mais, o Espírito Santo.

Muitos dizem que o Funk é do diabo e que música Gospel e Funk não se combinam, mas o mesmo diziam sobre o Rock e se não houvesse Rock Gospel eu não sei se ainda me sustentaria como evangélico depois de tudo que eu passei. Hoje em dia o Funk é o estilo mais escutado no Rio de Janeiro, por que não transforma-lo em arma de pregação?

Obrigado, Adriano Gospel Funk e todos os Funkeiros de Jesus! (Eu nunca pensei que diria isso).

Texto escrito ao som de: Lucas Souza – Caminho de Revolução