Há um tempo atrás eu fiz uma entrevista com o Joey Summer, atualmente guitarrista do Novo Som e um cara muito pé no chão, experiente e muito inteligente, foi a melhor entrevista que eu já fiz na vida, não por perguntas, mas pelas respostas do cara mais desconhecido que eu já entrevistei, vale a pena conferir.
Mas o mais engraçado da entrevista foi a polemização que rolou nos comentários dela no .Gospel, e tudo por causa da introdução que fiz.
- Primeiro foi o caso d’eu citar o nome de Larry Norman, pai do Rock Cristão que morreu recentemente: disseram que eu comparei, que eu não tenho o direito de citar o nome do Larry em uma entrevista com Joey e tal, um rolo enorme. No fim, eu simplesmente exemplifiquei o Larry Norman porque foi um pioneiro e o Joey também, cada um em uma área e um lugar, mas os dois não deixam de ser pioneiros…
- E segundo pela palavra “pioneiro”: disseram que Joey não foi pioneiro de nada e rolou uma discussão, briga, bate boca, um pouco de tudo, mas no fim, quem conhece a história sabe que Joey foi o primeiro a levar o metal Cristão a tocar nos palcos seculares do Brasil.
No meio disso tudo minha opinião é que nada disso foi preciso, arrumar stress atoa não prova nada e além do mais eu fiz meu trabalho, se querem polemizar, ai é problema de outros.
Bom, no mais, confira a melhor entrevista que já fiz:
Recentemente Larry Norman, o pai do Rock Cristão morreu deixando saudades e um legado. No Brasil, o nosso pioneiro foi e é Joey Summer, um dos primeiros a tocar guitarras distorcidas com letras que falavam de Deus.
Filho de uma cantora lírica e musicista, Joey começou a tocar violão aos 11 anos, hoje, ele é patrocinado pela Michael e guitarrista da banda de pop/rock Cristão Novo Som, sendo compositor de algumas músicas da mesma como por exemplo “Um Dia a Mais” que se tornou a música título de um CD da banda. Ele se prepara para lançar seu primeiro álbum solo, entitulado Nascer, que retoma o Rock, o Metal e o Hard Rock antigo que tanto embalaram o Brasil e o mundo nos anos 80′.
Em seu álbum solo, Joey traz algumas surpresas, como por exemplo a gravação da música Rough Ride To Paradise do guitarrista da multi-platinada banda Europa. O álbum quebra paradigmas no mercado evangélico brasileiro, pois custará apenas R$5,00, produzido com tecnologia SMD, a mesma usada por Lucas Souza em seu último álbum.
Pra quem gosta de Petra, Stryper, Whitecross ou Dale Thompson, o som de Joey é uma boa pedida:
Site oficial: www.joey-summer.com
MySpace: www.myspace.com/thejoeysummerband
Purevolume: www.purevolume.com/joeysummer
Contatos para shows:
X MultiFunções: www.xmultifuncoes.com.br
Telefone: (21) 9843-9898
Joey nos concedeu está entrevista no dia 04 deste mes. Confira a entrevista completa concedida com exclusividade à Renato Cavallera do .Gospel.
Porque você quis lançar um álbum solo?
Na verdade eu acredito que pela mesma razão que a maioria dos músicos acabam fazendo. Expressar cem por cento o que se gosta de tocar e compor. Eu sempre fui um músico flertando com o rock and roll desde que começei minha carreira no final dos anos 80. Bandas como: Kansas, Queen, Deep Purple, Giant, Journey, Toto, Stryper, Petra, Winger, etc, sempre me influenciaram claramente na hora de compor, tocar e até mesmo cantar. Durante muitos anos eu sempre fiz parte das bandas que toquei, algumas delas até da formação original eu participei, mas eu nunca tinha feito um projeto totalmente solo, por minha própria conta e risco. Quando eu começei este projeto, minha ex-banda (a última antes da minha entrada pro Novo Som), o Arena, tinha acabado de encerrar as atividades e parte do material que eu tinha composto para o segundo álbum da banda (que não chegou a ser gravado) seria então o meu primeiro cd solo. Pois bem… quando eu entrei em estúdio, logo no início das gravações fui convidado pra substituir o guitarrista do NS (Novo Som) da época, o Dudu Ramos e acabei arquivando o projeto até 2006 quando o retomei voltando ao estúdio e compondo o restante do material. Músicas como: Águas, Nascer e Aonde Deus está, todas gravadas no meu cd, com excepção de Águas, gravada pelo Novo Som no álbum “Vale A Pena Sonhar“, foram escritas naquela época.
Quais as principais influências do álbum Nascer?
Então… Em um somatório de tudo que já influênciou na minha vida musical, eu diria que este álbum é um trabalho de rock and roll com um traço forte do rock dos anos oitenta. Mas eu não o considero um álbum retrô, porque também tem algumas influências de algumas bandas que tenho ouvido nos últimos tempos e são mais “modernas” como: Three Days Grace, Chevelle, Nickelback, Third Grace, etc… ainda que sejam apenas “traços” destas influências mais recentes, acredito que são mais do que o bastante pra tirar a “nostalgia” dos anos 80 e deixar apenas as boas influências no lugar. Uma curiosidade: A faixa Nascer foi composta junta com outra faixa que acabei produzindo para o projeto de um cantor da cidade de Boston nos EUA, dono de uma produtora de eventos que levou o Novo Som na América do Norte em 2003. A faixa era pra ser do meu cd solo e se chamava Roads Of Gold e chamei pra gravar esta faixa o Geraldo Abdo, Mito e o baixista que toca comigo no Novo Som, Charles Martins. Nascer veio desta época e por pouco não escapa de ser uma faixa em um cd de outra pessoa, se eu não tivesse escrito Roads of Gold para o projeto do cantor ao invés de Nascer, o que me faz achar que esta faixa é ainda mais especial dentro do projeto do que pudesse imaginar na época e, por ser a primeira a ser composta e expressar bem a propósta deste meu projeto, tornou-se também o título do meu primeiro disco solo.
Porque gravar Hard Rock?
Pois é…esta questão do “rótulo” é bem discutível. Nos anos 80 servia pra classificar e dividir bandas de rock que tocavam de forma diferente a mesma música (risos) e precisavam de públicos diferenciados. Mas no fundo tudo era rock partindo do blues! Eu nem sei o que dizer quando me falam que o meu cd é hard rock. Eu o considero até leve para ser um CD de hard rock (vide Winger, Danm Yankees, etc…) e pesado demais para ser um CD pop. Sendo assim eu gosto de pensar nele como um álbum de rock com influências de metal (ainda que eu acabe o rotulando assim mesmo) ainda que variado dentro desta proposta. Veja por exemplo o Bon Jovi, que apesar de ter riffs de guitarra pesada com claras tendências de hard, consegue soar pop se comparado a outras bandas de som pesado, mas ainda sim é pesado se compararmos ao Tears For Fears que também usa de clara “pegada” rockeira e são infinitamente mais pops e voltados ao soul e ao blues.
Como você conseguiu poder gravar a música “Rough Ride To Paradise” do guitarrista da multi-platinada banda Europe?
Eu sou amigo (virtualmente falando) de Roger Ostman, editor de Kee (ex-guitarrista da banda Europa) pela Gem Publishing da Suécia. Somos amigos a pelo menos uns 2 anos e eu não sabia que ele era editor das músicas de Kee. Um dia por curiosidade eu perguntei a ele se o álbum “Shine On” do Kee Marcello ainda estava em catálogo e ele me respondeu que não e me enviou todas as faixas em mp3. Eu achei um cd fantástico e muito gostoso de ouvir. Roger, logo em seguida me perguntou se eu gostaria de gravar algo deste álbum. Eu prontamente optei por Rough Ride To Paradise, uma das que mais gostei no trabalho dele e foi desta forma. Algumas coisas acontecem simplesmente sem que ao menos tivéssemos imaginado que aconteceriam. Eu não alterei quase nada da forma original da canção. Apenas adicionei mais vocais (backings) em trechos que não os tinham e incluí um solo de sax no arranjo do final da música, gravado pelo meu amigo Marcos Bonfim (o grande Bonfá) que o executou de forma brilhante como sempre.
Hoje, com a volta de famosas bandas dos anos 70′ e 80′ você vê a chance de uma revitalização do Hard Rock?
Olha, não só do hard rock, mas da música (boa música) como um todo, em geral. Não se pode negar que ainda existam muitas bandas e artistas bons e criativos nos anos 2000 fazendo coisa boa de verdade, porém, triste é ver a esmagadora gama de coisas realmente ruins e sem “histórico” entupindo as rádios graças a poderosos “jabás” de gravadoras que só priorizam o dinheiro. Sempre foi assim em todos os tempos, mas acredito que de uns anos para cá piorou bastante. Agora, eu aposto muito na questão da “indústria virtual” que vêm obrigando aos músicos a compor melhor e ter mais “acuidade” com seus trabalhos, afinal se a música for ruim, o usuário (consumidor) irá optar por não baixa-la e sim a do outro artista que ele se identifica mais. Estas questões ainda estão em discussão, mas temos de ver o lado bom das coisas e tentar nos adaptar a elas. As facilidades de se gravar que temos hoje são uma faca de dois gumes, tanto se pode produzir boas coisas com custos muito mais baixos e retornos mais certos como se pode também por na rua coisas de baixa qualidade de uma forma geral e alcançar a mídia virtual de maneira quase que sem custos. Temos realmente que “filtrar” o que ouvimos. Mas eu espero que o hard rock, o pop rock, a dance music e outros estilos que foram tão bem representados nos anos 80 por artistas variados e de altíssima qualidade, retornem com o fôlego da nova geração pra mudar esta “pobreza” musical que a mídia nos empurra garganta a baixo todos os dias.
O álbum Nascer custará apenas R$5,00 por ser feito com SMD. Esta iniciativa começou no Brasil pelos Cristãos. Você crê que este pode ser o começo de uma inciativa para baratear todos os álbuns lançados no Brasil?
Sim. Eu estou pondo fé no SMD como uma maneira de tentar “frear” o processo cancerígeno da pirataria. É triste ver algo que você lutou tanto para produzir chegar às ruas de todo o país exposto de maneira desqualificada e dando lucros apenas a quem nada fêz no processo de produção. Ainda não acho que seja um método satisfatório para o artista que banca sua própria produção executiva, afinal, por apenas 5 reais você dificilmente consegue retomar todo o seu investimento dispensado no projeto. Mas eu olho da seguinte forma: o SMD é o seu “portifólio” para que outros produtores, público em geral, gravadoras, etc… venham a tomar conhecimento do seu trabalho musical e com isto, você consiga sobreviver dos shows, que é o que realmente sustenta o músico nos dias de hoje. Já faz muitos anos que a indústria fonográfica não põe comida no prato da família de um músico, mesmo os que estão encabeçando a mídia. Devido a muitas variantes, entre elas a própria pirataria, o artista/banda tem de fazer muitos shows para continuar tendo preservada sua qualidade de vida e sustendo.
Há muita diferença para você tocar o som do seu trabalho solo e o som do Novo Som?
Sim, com certeza. Quando eu fui convidado para assumir as guitarras da banda, eu sabia que muito mais do que tocar o repertório da banda eu teria que me adaptar a toda uma “estrutura musical” completamente diferente da que eu estava acostumado em outros projetos. Apesar de ter me adaptado facilmente à parte mais “rockeira” do repertório (óbviamente), eu tive que reaprender toda uma linguagem musical que nunca foi o meu forte e nem nunca me “seduziu” musicalmente a tocar, como o charme, o melody, funk, etc. Alguns destes estilos, considero muito legal de se ouvir, mas para um guitarrista são muito chatos de tocar…(risos) Muitas coisas eu já ouvia antes como Earth, Wind and Fire, kool and the Gang, etc e me serviram como referencial, mas nunca fui fã de todo o repertório destas bandas me limitando a tocar (em bandas de clubes em que já toquei) o repertório mais “comercial” destes grupos e que confesso, até curti muito na minha adolescência. Sempre fui muito admirador e fã do Novo Som, antes mesmo de conhecê-los pessoalmente mas confesso que nem de todo o repertório da banda eu gostava. Sempre me identifiquei com as baladas na onda do Chicago, Journey, Toto, etc… E foi o que realmente me atraiu quando fui convidado por Geraldo Abdo e Mito para acompanhá-los nos shows. Já no meu projeto solo, cem por cento do que eu estarei tocando é sem dúvida o que eu gostaria de passar o resto da minha vida tocando (risos…) e fora a liberdade de se estar no meu próprio projeto e poder tomar as decisões que melhor me convir tomar. Parte da banda que vai estar nos palcos junto comigo, é parte da minha história musical também e isto conta demais. O Markcell, baixista por exemplo, tocou comigo em quase toda a minha caminhada musical e o tecladista Daniel Lamas a mais de dez anos é meu parceiro musical nas composições e produções desde que começamos o Arena em 1997. O estilo é rock and roll total e é o que sempre eu toquei e fiz durante minha trajetória, ou seja, sim eu estou em casa na JSB.
Além de tocar guitarra você é fotógrafo, a fotografia é mais que um hobby para você?
Durante uma época da minha vida eu até pensei em seguir como fotógrafo profissional, fazer cursos e tal, tive até um pequeno laboratório de revelação em PB dentro da minha casa. Mas com o tempo acabei sendo mais e mais absorvido pelo meu ideal musical e a fotografia tornou-se um hobby sim. Hoje eu nem tiro tantas fotografias assim e com a facilidade da manipulação digital, posso hoje partir pra outros lados usando inclusive o bom e velho PS (Photoshop). Mas quase tudo que já fiz acabou me sendo útil na minha vida profissional. Tudo foi e é valido. Detesto pensar que na vida só possamos ser ou fazer uma única e determinada coisa. Podemos sempre ser e ousar mais!
Quais são os outros projetos em que você está envolvido?
Bom, ultimamente tenho me dedicado a compor material para outros cantores. Recentemente fiz uma música para o novo cd da Pamela que ela deverá estar gravando em breve. Também compus algum material para o próximo cd do Novo Som, que deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2008 pela MK Publicitá. O material ainda não foi definido pela banda que terá uma audição para a escolha do repertório em breve. Estou praticamente dividindo meus últimos dias nestes projetos e nos preparativos de finalização do meu cd. Acho que nunca me dediquei tanto a um projeto e tenho realmente acreditado que Deus tem bênçãos muito especiais a proporcionar as pessoas através deste cd solo, algo que nem mesmo eu ainda entendo perfeitamente, mas está mais do que traçado por Deus.
Você gostaria de deixar um recado para os leitores dessa entrevista?
Gostaria de dizer que Deus sempre nos mostra aquilo que não queremos ver. A vontade Dele sempre é a melhor, mas nem sempre a nossa vontade é a Dele. Por isto temos de nos moldar a vontade do Pai, aceitando o que nos vem seja por provação ou puramente por conseqüência da vida que enfrentamos. Estejam sempre ligados na fonte da vida que é Jesus cristo e não tenham medo de serem diferentes aos olhos do mundo, porque viemos mesmo para “desagradar” a maioria, pois o céu nunca foi para todos, mas sim para os que realmente se colocam na direção retilínea da vontade de Deus. Eu agradeço muito o carinho e receptividade do Dotgospel.com e por abrir este espaço virtual para falar deste projeto que vêm sendo tão especial na minha vida. Agradeço também todo o carinho que tenho recebido dos fãs ao longo deste sete anos que estou no Novo Som. Fico muito lisonjeado por receber esta atenção e carinho e tento retribuir na medida que me é possível, inclusive através do meu Blog Oficial localizado no meu site oficial (www.joey-summer.com), onde eu estou sempre atualizando com novidades e respondendo aos comentários dos fãs e amigos.
Obrigado e bênçãos para todos os internautas ligados no Dotgospel!
O DotGospel agradece a sua participação, estamos orando pelo seu trabalho e projetos e desejamos que Deus lhe dê força para seguir cada vez mais longe nesse caminho.


April 4th, 2008 at 5:02 pm
putz…caraca amei essa entrevista ,cara nao suporto esses rotulos tb.pena nao poder ler toda essa entrevista ,mas ate onde eu li …sem comemtarios ,os pontos de vista dele ,sao bem embasados agente percebe que ele sabe do que ta falando ,nao é como esses garotos de agora que so por que sabem ‘alguma coisa’…ou acham que sabem …saem falando por ai ….gostei muito.
Ivyn sousa