Mute Math = xerox em preto e branco

Mute Math inovação e criatividade?Eu passei esses últimos dias todos ouvindo tudo que eu conseguia da famosa e tão bem falada banda Mute Math para poder criar esse post sem deixar escapar nada.

A banda Mute Math que começou em uma garagem “com samplers vintage, microfones antigos de Rádio, e toca-discos quebrados” vem definitivamente abocanhando cada vez mais o público com suas músicas experimentalistas e suas performances consideradas inovadoras. O que mais é dito como diferencial da banda é a sua criatividade, mas o problema é que eu não vejo criatividade nenhuma nisso, na verdade eu vejo apenas uma xerox falhada em preto e branco.

Clique no link abaixo e entenda o porque.

O Kaddisfly também tem problemas com pianosA banda possui forte influência de bandas bastante conhecidas como Pink Floyd, A-Ha e The Police, até ai tudo bem, o problema é que se você parar para ouvir as bandas dos anos 80 você vai ouvir exatamente o som do Mute Math só que já feito a muito tempo, mas o que mais me “revolta” é que dizem que o som é inovador. A banda Team Sleep, projeto paralelo de Chino Moreno vocalista da banda secular Deftones, é IDÊNTICO ao som do Mute Math, a única diferença é que a banda lançou seu primeiro álbum antes do Mute Math ser formado. A cantora Björk, é outra que teve seu som TOTALMENTE copiado pela banda Mute Math.

Não só no meio secular, mas no meio Cristão também, o som do Mute Math já tinha sido inventado antes deles inventarem sozinhos. Escute os álbuns mais antigos do Delirious? e escute também o Exit Lights do Falling Up (principalmente a música “Islander“).

Quer saber das perfomances hiper “criativas”? Conheça Kirk Moon, baterista do The Who e veja um show do Pink Floyd que você vai saber de onde saiu tanta “criatividade” do Mute Math. Lembrando que o clipe de “Typical”, já foi gravado antes pelo Coldplay na música “The Scientist“.

O meu problema com a banda não é que ela seja ruim, são músicos inteligentes pois buscaram e divulgaram um estilo bom que não é muito divulgado, mas daí dizer que eles são diferentes, que são criativos, que são “únicos”!?!?!?

Um exemplo de verdadeira criação é o Delirious? que em 96 já fazia sucesso com o som que só se tornaria moda nos anos 2000, ou no meio secular-independente a projeto brasileiro de nome Unária, que mistura experimentalismo, rock e música eletrônica em uma precária gravação em MIDI (uma ótima pedida como toque de celular). A cantora Brooke Fraser em seu primeiro álbum tentou “xerocar” seguindo estilos de famosas cantoras Europeias, o álbum não deu tão certo. Recentemente, o single “Albertine“, seft-title do segundo álbum da cantora, levou o prêmio de melhor música do ano em seu país de origem a Nova Zelândia, isso porque ela decidiu pensar e não copiar, “Albertine” é pra mim um dos mais bem feitos e originais álbuns lançados mundialmente apesar de ainda ter umas pitadas influenciadas, mas nada comparado as “influências” do Mute Math.

Onde está a criatividade? Onde está inovação, a criação, a unidade nisso ai? Tá certo que hoje em dia o termo “nada se cria, tudo se copia” vem sendo muito usado, mas quem tem criatividade mesmo mistura vários sons e faz algo novo, isso é uma forma de ser criativo.

Thiago, Ricardo, Carol e muitos e muitos outros que me desculpem, é uma banda boa, mas não por méritos próprios.

17 Responses

  1. Jonatas Bueno Says:

    Não conheço…
    não tenho como analisar
    mas boa analise!!

  2. Thiago Bomfim Says:

    Vai ter réplica quilométrica no iPodJesus. Vamos nos juntar a força Carol e Ricardo.

  3. Eduardo Mano Says:

    Renato, muito, muito obrigado.
    Pensei que estivesse nessa sozinho.
    Só que eu achei a banda ruim mesmo. Tão ruim que não tá mais nem no meu computador e nem no meu MP3.
    Ótima análise.

  4. Marcelo Belchior Says:

    eu queria, mano… queria mesmo estar zoando, mas é verdade. fim de ano na CBB é punk e fica assim até fevereiro quando saio de férias. então, na verdade, novas postagens só em março porque escrever aqui é impossível com meus dois moleques gritando e correndo pela casa… hahahahahhaha. abração, irmão.

  5. Rap Says:

    Quer dizer que não passa de puro marketing? hehehe

    Ótima análise cara…

  6. Sarah Says:

    Hehe, eu nunca ouvi nada dessa banda, mas agora vou ouvir só por ler isso aqui. Vamos ver se é falta de criatividade mesmo, ahahaha.
    brincadeirinha, eu acredito no seu bom senso. mas tá difícil achar algo criativo hoje em dia, tsc tsc…

    inté.

  7. Renato Cavallera Says:

    Eduardo, o Thiago quer responder, se ele responder a esse post vamos nos juntar e replicar a resposta dele!

    Rap, eu não disse que eles são puro marketing…. mais também não disse que não são….

    Sarah, quer ouvir eles? Escuta o Exit Lights do Falling Up que igual só que melhor! (tem como isso?)

  8. Ricardo Says:

    rum…

    seus argumentos são a xerox em preto e branco de um possível texto interessante…

    posso até te ajudar se vc quiser:

    05 razões para não gostar de mute math:

    1. mute math é um som retrô na primeira década do seculo 21, logo, modinha (conferir franz ferdinand, strokes, the hives…).
    2. mute math fez um clipe igual não somente ao do coldplay, mas também ao do jack johnson…
    3. mute math fala sobre ‘magias do típico’. magia é uma coisa perigosa para cristãos.
    4. mute math tem um vocalista meio descontrolado no palco. descontrole tbm é perigoso.
    5. mute math foi criticado no musicólotra.

    …..
    …….
    ………….

    “é uma banda boa, mas não por méritos próprios.”

    tsc..

  9. Renato Cavallera Says:

    1- Mute Math não tem nada haver com os exemplos citados e o Shobread faz um som retro também e não é moda
    2- é isso é verdade, eu tava tentando me lembrar quem foi que tinha feito um clipe assim, boa, faltou essa mesmo.

  10. Calebe Says:

    Cada um e seu gosto… Mute Math ou Family Force Five***?? Qual é melhor????

    Só se pode dizer que uma banda é boa, ótima ou péssima quando se utiliza critérios…critérios que mudam de pessoa para pessoa…

    Uns irão gostar de determinada e outros não…é essa diversidade que faz surgir projetos cada vez melhores… se não ouvessem diferentes opiniões..com certeza não teríamos blogs cristãos tão legais…

    Deus abençoe a vida de vcs…gostando ou não de Mute Math…hehehe

    ***só pra citar esta excelente banda(pelo menos pra mim)

  11. Renato Cavallera Says:

    Mute Math e FF5?
    Tiririca!

  12. Jr Says:

    Boa critica??!! Ta de brincadeira comigo??!!
    Todo mundo e amiguinho do cara que comenta as bandas ou ele ta pagando??
    Os caras sao bons mesmo!!
    Sem retirar o merito de qualquer outra banda que fez alguma coisa boa na vida…
    Tem espaco pros caras sim!! Num mundo que oficina g3 vende cd…
    “Mute Math e bom dimais e por meritos proprios”
    Quero ver fazer melhor??!! Balela…

  13. Renato Cavallera Says:

    Bom Sr. Jr.
    Eu nunca vi nenhum dos que comentaram aqui.
    Como eu disse e reforçando, os caras são bons, mas não por méritos próprios.
    Pelo menos o Oficina G3 foi pioneiro….

  14. Musicólotra » Blog Archive » Os bastidores do Musicólotra (parte sã) Says:

    […] Mute Math = xerox em preto e branco - 13 cometários e 2 apagados […]

  15. wc Says:

    eu gosto do mute math mas que eles copiam bandas como the who isso ta na kra….e o som deles num eh novidad naum mas sei la eu curto….

  16. Maurício Alexandre Says:

    Não vejo nada de delirious no som dos caras, e olha que escuto delirious faz anos, e acha que pra uma banda que lançou apenas o seu primeiro album e tal album foi tão bem recebido não se pode de maneira nenhuma já montar pretexto pra tachar eles disso e aquilo, é preciso dar tempo ao tempo pois é com o tempo que eles vao provar alguma coisa, mas que o album de lançamento é inegavelmente bom isso é, que lembra varias coisas lembra e desde quando isso é pretexto pra falta de criatividade?

  17. Tiago Says:

    Discordo totalmente, amplamente, veementemente e deliquentemente (ehheheh) sobre quase tudo que tu escreveu lá.
    Não quero me alongar pq tô sem tempo, mas aí vai o porquê:
    Se tu analisar sob os critérios que tu analisou, ABSOLUTAMENTE nada que foi feito depois dos Beatles (veja bem, pegando tudo que os Beatles fizeram) pode ser considerado novidade.
    TUDO, simplesmente tudo que veio depois tem lá nos Beatles.
    Mas é claro que as análises que fazemos quando queremos dizer que algo é inovador ou não não são feitas por estes critérios. Somos mais flexíveis, e esse é o problema. Aonde traçamos a linha sobre “quem influenciou ou foi influenciado por quem?” Me explico: Para meus pais, quem têm 70 anos e não ouvem música pop, tudo o que tem bateria baixo e guitarra é igual. Dessa maneira, a primeira banda que tocou assim influenciou todas as outras, consequentemente, desde que isso foi feito pela primeira vez, não há mais inovação. Entende o que eu quero dizer ?
    Então, temos que ter os critérios mais bem definidos, e o problema é que cada um tem o seu e traça onde quer que for. Quando dizes que o Mutemath faz coisas que o Pink Floyd já fazia, tens que ser mais claro, dizendo o que, como, quando, e mesmo assim vai ter gente que vai discordar, ou dizer que alguém já fazia antes do Pink Floyd. E aí vamos acabar caindo nos Beatles, por exemplo, ou até em outros antes ainda.
    Então, escrevo pra dizer que o Mutemath é uma banda inovadora sim, pois pra mim inovação (já que ninguém inova verdadeiramente desde o Beatles, dentro deste meu raciocínio) é fazer algo completamente diferente do que vem sendo feito NO MOMENTO, e mesmo assim conseguir sucesso, já que é óbvio que tudo que se faz hoje já foi feito alguma vez (seguindo este raciocínio.)
    Isso vale pra clipes, timbres, arranjos, performances, tudo. Ninguém, hoje, faz o que o Mutemath etsá fazendo. Por isso eles são um sucesso e uma baita banda.

    E tb te escrevo que tu foste muito infeliz no teu exemplo do Delirious, que segundo tu.. “em 96 já fazia…… .. ” o que o U2 fez a vida toda. É talvez o pior exemplo de inovação na música cristã.
    Sei que tu adora eles, e eu tb, mas de inovação não tem nada.

    É isso. Só pra concluir. Tu disse isso aqui no final do artigo: Onde está a criatividade? Onde está inovação, a criação, a unidade nisso ai? Tá certo que hoje em dia o termo “nada se cria, tudo se copia” vem sendo muito usado, mas quem tem criatividade mesmo mistura vários sons e faz algo novo, isso é uma forma de ser criativo.
    Não sei se tu percebeu, mas tu mesmo colocou nada menos do que 11 (Onze!) nomes de bandas e artistas que supostamente o Mutemath copiou. Peraí.
    Onze ? É um ótimo exemplo de misturar vários sons e fazer algo novo.(Cavallera 2008)

    Abração!
    Tiago Garros

Leave a Comment

Please note: Comment moderation is enabled and may delay your comment. There is no need to resubmit your comment.