O anúncio de um show do grupo inglês Kosheen no sábado passado (3) em um antigo campo de concentração na Sérvia provocou fortes críticas de sobreviventes do Holocausto.
A comunidade judaica sériva afirma que o campo de Sajmiste, próximo ao centro de Belgrado e onde morreram quase 50 mil pessoas, mais uma vez sofre com o desrespeito, já que o local é alvo de negligência e não vem recebendo cuidados contra a deterioração.
“É como fazer um casamento em um cemitério”, disse Alexander Mosic, de 88 anos, presidente do centro pela memória de Sajmiste à agência Associated Press. Ele pretende construir no local um monumento às vítimas no que descreve como o “campo de concentração esquecido”.
Quase todos os 8.000 judeus de Belgrado foram assassinados logo após a construção de Sajmiste em 1941.
“Era o único campo da Europa que foi construído de forma bem visível”, disse Mosic. “A intenção era intimidar a população sérvia ao mostrar o que ocorria dentro do local.”
Sajmiste não é tão lembrado quanto outro campo na antiga Iugoslávia, Jasenovac, considerado o maior em extensão à época. Três quartos da população judaica da antiga Iugoslávia, 53 mil pessoas, morreram durante a Segunda Guerra Mundial.
As autoridades de Belgrado dizem que não podem fazer nada sobre as atividades em Sajmiste. A apresentação do Kosheen ocorrerá especificamente em um prédio que costumava ser o hospital do campo de concentração e que foi vendido a uma empresa.
“Os shows são os eventos mais lucrativos que nós podemos explorar aqui, e o lugar precisa ter algum tipo de renda”, afirmou Nenad Krsmanovic, porta-voz da empresa Poseydon.
Adaptado de: G1
Comentário de Ubaldo, um usuário sem noção do site:
“Qualquer lugar para drogado é agradável e ideal para manifestar esses transes demoníacos.”
Minha opinião?
Quem deve ser lembrado são as pessoas e não o lugar - se você precisa ter o lugar pra lembrar das pessoas é porque você não ligava de verdade para elas e acaba se ligando mais ao lugar do que a elas.
Quem morreu foram as pessoas e não o lugar - o mundo não vai parar porque você morreu, nem tampouco um lugar porque houve mortes ali, para qualquer um morrer tem que haver um lugar, imagine se interditassemos cada lugar que houve uma morte? Nos hospitais morrem tanta gente, as vezes de forma mais cruel do que em um campo de concentração… Sem contar as favelas…
Sua opinião?



November 7th, 2007 at 10:11 am
Falou e disse! concordo com vc as pessoas e suas lembranças são muito mais importantes que os lugares propriamente ditos… eles podem ter importancia mas não competem com a vida humana…ou a morte no caso…
November 7th, 2007 at 11:30 am
Olá Renato. Tenho q discordar de vc… neste caso o local é importante pois é um memorial das atrocidades acorridas lá. Um marco para as próximas gerações se lembrarem do erro de seus pais, além de ser um lugar histórico. Muitas vidas foram assassinadas lá, realizar um evento como esse seria realmente um desrespeito à memória das vítimas e seus familiares.
DTA. []’s
November 12th, 2007 at 3:49 pm
As pessoas tem memoria curta.Principalmente pra coisas ruins.Concordo que eh necessario manter aquele local preservado como memorial… ele eh vestigio de atrocidades.O povo que naum teve ligaçao com as vitimas precisa ter na memoria de alguma forma o que houve.Esse eh o sentido dos museus,dos monumentos… o problema eh a falta de vergonha do estado,que em lugar de preservar o local faz eh incentivar show. rs
Do que vc acha que vao lembrar?Do show,ou dos crimes?
Eh triste…. mas ainda dependemos de coisas pequenas como essa.